O arquiteto e designer londrino John Pawson sempre foi guiado pela busca da simplicidade. “Subtrair — reduzir ao essencial — é uma tarefa tanto intelectual quanto sensorial, e essa prática tem definido toda a minha carreira”, afirma Pawson, grande admirador do arquiteto modernista Mies van der Rohe. “Esse é o ponto de partida indispensável para alcançar a sensação de calma e serenidade que, para mim, é essencial para me sentir verdadeiramente em casa em um espaço.”
Nascido em Halifax, na Inglaterra, em 1949, Pawson percorreu um caminho não linear até chegar à arquitetura e ao design. Depois de estudar em Eton, passou um ano viajando pelo mundo e, em seguida, trabalhou durante seis anos na empresa de roupas do pai, antes de se mudar para o Japão com o objetivo de se tornar monge budista. Embora tenha percebido que não possuía vocação para a vida monástica, permaneceu no Japão por quatro anos, mantendo-se ao dar aulas de inglês. Nesse período, conheceu e se tornou amigo do designer Shiro Kuramata, que lhe apresentou as possibilidades e o cotidiano da vida de um designer. “Ele me ensinou o valor da disciplina. . Sua determinação em fazer tudo corretamente era absoluta”, escreveu Pawson. Foi por indicação de Kuramata que, ao voltar para casa, Pawson ingressou na Architectural Association School of Architecture.
Desde que deixou a faculdade de arquitetura para abrir seu próprio escritório em 1981, Pawson tem desenvolvido projetos variados, que vão desde mosteiros, galerias de arte, interiores de iates, hotéis, cenários para balé e vinícolas, até espaços comerciais e residenciais. Ele aplica a mesma abordagem rigorosamente minimalista ao design de seus móveis, criando peças que complementam o ambiente e enriquecem a experiência do espaço sem sobrecarregá-lo.
Sobre o Grupo de Sofás Pawson Drift, sua primeira coleção para a Herman Miller, ele comenta: “Como todo o meu trabalho, o sofá resulta de um processo de despojamento, até que a experiência essencial do espaço e dos objetos se apoie na qualidade da proporção, da superfície e da luz.” Em sua vida e no design, seu princípio orientador é simples: Inclua o necessário, nada mais.
Além de atuar como designer, Pawson escreveu vários livros, entre eles dois livros de receitas e Minimum, um ensaio visual. Em seu tempo livre, ele viaja e se dedica à fotografia, sua grande paixão.
Pawson, condecorado com a Ordem do Império Britânico (CBE) e o título de Designer Real da Indústria (RDI), recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira, incluindo os informados abaixo.